Voltar para o conteúdo jurídico
Família e Sucessões 6 min de leitura

Inventário judicial ou extrajudicial: qual escolher?

Entenda as diferenças entre as duas modalidades de inventário, os requisitos de cada uma e quando o planejamento pode tornar o processo mais simples para a família.

Foto de Dr. Deusdete Filho

Publicado por

Dr. Deusdete Filho

Sócio Fundador · OAB/PI 25.836

O que é o inventário?

O inventário é o procedimento usado para identificar os bens, direitos e dívidas deixados por uma pessoa falecida e realizar a partilha entre os herdeiros. A escolha da modalidade depende da situação da família e da existência de consenso.

Embora pareça apenas uma etapa burocrática, a organização correta dos documentos e a análise do regime de bens podem evitar conflitos e atrasos durante a sucessão.

Quando o inventário pode ser extrajudicial?

O inventário extrajudicial é feito em cartório, por escritura pública, quando todos os herdeiros são capazes e estão de acordo com a partilha. A assistência de advogado é obrigatória, mesmo quando não há conflito.

  • Todos os herdeiros devem concordar com a divisão dos bens.
  • Os herdeiros precisam ser capazes, salvo hipóteses específicas admitidas pela legislação.
  • A documentação dos bens e das partes deve estar regularizada.
  • O advogado acompanha a conferência dos dados e a elaboração da escritura.

Quando o inventário judicial é necessário?

O inventário judicial é indicado quando existe conflito entre os herdeiros, há herdeiro incapaz ou a situação patrimonial exige a atuação do Poder Judiciário. Também pode ser escolhido quando a família precisa de uma decisão judicial para resolver uma questão da sucessão.

Em qualquer modalidade, o levantamento prévio do patrimônio e das dívidas ajuda a definir uma estratégia mais segura e evita que a família descubra problemas apenas durante o processo.

Como se preparar?

Reúna certidão de óbito, documentos pessoais dos herdeiros, certidões de casamento ou nascimento, matrículas de imóveis, documentos de veículos, informações bancárias e comprovantes de eventuais dívidas. Uma consulta jurídica inicial ajuda a identificar documentos faltantes e possíveis riscos.

Foto de Dr. Deusdete Filho

Sobre quem publicou

Dr. Deusdete Filho

Sócio Fundador · OAB/PI 25.836

Atua com Direito Civil, Família e Sucessões, com foco em soluções jurídicas personalizadas para famílias, negócios e patrimônios.

Este artigo é informativo e não substitui a análise de um profissional. A legislação e os entendimentos podem mudar, e cada situação possui particularidades.

Este conteúdo foi útil?

Compartilhe com alguém que possa precisar desta informação.

Compartilhar no WhatsApp